domingo, 15 de agosto de 2010

Ilusão de ótica


Acredito que todos já tenham olhado imagens sobre Ilusão de Ótica pelo menos uma vez, mas como elas funcionam? Quais são os tipos possíveis de Ilusão de Ótica que podemos ter?

Bom, as ilusões de ótica podem ser criadas de forma natural ou através de técnicas visuais, estas técnicas podem envolver a utilização de cores, luminosidade, distância e profundidade.

Algumas possíveis explicações para as ilusões de ótica…

Investigações realizadas sobre esse assunto revelaram que as ilusões emergem a partir dos dados visuais que possuímos, ou seja, os nossos circuitos neurais evoluem para um sistema que realiza interpretações sobre cenas tridimensionais usuais. Portanto, a partir dessa modelagem rápida e simplificada, há a ocorrência dessas ilusões.

Sendo assim, nossa percepção do mundo é em grande parte auto-produzida já que os estímulos visuais não são estáveis como, por exemplo, os comprimentos de onda da luz refletida por superfícies apresentam mudanças com as alterações na iluminação. Mesmo assim, o cérebro atribui-lhes uma cor constante.

Uma mão quando é gesticulada produz imagens sempre diferentes umas das outras, no entanto, o cérebro classifica-a como uma mão “contínua”.

O tamanho da imagem de um objeto quando atinge a retina varia com a sua distância, mas o cérebro consegue perceber qual é o seu ”real” tamanho. A tarefa do cérebro é extrair as característicasconstantes e invariantes dos objetos a partir da enorme quantidade de informações diferentes que recebe.

O cérebro também pode deduzir a distância relativa entre dois objetos quando há sobreposição, interposição ou oclusão, também é possível deduzir a forma de um objeto a partir de suas sombras, implicando em uma aprendizagem da perspectiva linear.

Existem vários tipos de ilusões de distância e profundidade que surgem quando esses mecanismos de dedução inconsciente resultam em deduções errôneas.

A imagem projetada na retina é a principal fonte de dados para nossa visão, mas o que nós vemos é uma respresentação “virtual” tridimensional da cena em frente a nós.

Não vemos uma imagem “física” do mundo, vemos objetos. O mundo físico em si não está separado em objetos. Vemos o mundo de acordo com a forma que o nosso cérebro o organiza.

O processo de ver consiste em ”completar” o que está a nossa frente com o que o nosso cérebro julga estar vendo. O que vemos não é a imagem na nossa retina – é uma imagem tridimensional criada em nosso cérebro, com base na informação sobre as características que encontramos, mas também com base em nossas “opiniões” sobre o que estamos vendo.

O que vemos é sempre, em certa medida, uma ilusão. A nossa imagem mental do mundo só vagamente tem por base a realidade. Pois a visão é um processo em que a informação vinda dos nossos olhos converge com a de nossas memórias.

Os nomes, as cores, as formas usuais e, outras informações sobre os objetos que vemos, surgem instantaneamente em nossos circuitos neurais e influenciam a representação da cena.

As propriedades percebidas dos objetos, tais como: brilho, tamanho angular, e cor são “determinadas” inconscientemente e não são propriedades físicas reais.

As ilusões surgem quando os “julgamentos” implícitos na análise do inconsciente da cena entram em conflito com a análise consciente e raciocinada sobre ela.

Exemplos de Ilusão de Ótica:

1) Ilusão de Luminosidade: olhe a figura abaixo

O quadrado A aparenta ser mais escuro do que o quadrado B. No entanto, olhando para a figura da direita, onde foram adicionadas duas barras com a mesma cor de A, os dois quadrados passam a ter a mesma cor, ou seja, apresentam a mesma luminância.

O sistema visual não se limita a medir apenas a quantidade de luz que chega ao olho, que é influenciada pelas sombras. Ele também leva em conta o contraste local e as mudanças de luz na transição entre superfícies de cores diferentes que geralmente são mais abruptas que as causadas por sombras.

Portanto, sistema visual utiliza apenas a informação sobre as transições mais abruptas para construir a imagem de refletância(proporção de luz incidente que é refletida por uma superfície). E, por isso, estima a cor dos objetos sem se deixar enganar pelas sombras de um objeto visível.

E se o sistema visual fosse um bom medidor de luz?

Se o sistema visual se baseasse apenas na luminância, não distinguiríamos uma superfície branca mal iluminada de uma superfície negra muito iluminada.

2) Ilusão de distância: olhe a figura abaixo

A linha que está embaixo parece ser menor que a linha situada acima. Mas ambas apresentam o mesmo tamanho.

Isso acontece porque o sistema visual usa o ângulo entre as duas retas laterais para estimar o ângulo do nosso olhar em relação ao solo, dando a impressão que a linha de baixo está mais próxima.

Mas, se ambas têm a mesma aparência visual e a linha de cima está mais longe, então ela deve ser na realidade mais longa. E é assim mesmo que a vemos. O sistema visual se engana pois ele apresenta a capacidade de “perspectiva” que tem como objetivo manter a “constância” do tamanho dos objetos.

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